Marcos 9:42-50 (NAA)
42 Se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria que lhe pendurassem ao pescoço uma grande pedra de moinho e fosse lançado no mar.
43 Se a sua mão o faz tropeçar, corte-a; pois é melhor você entrar na vida aleijado do que, tendo as duas mãos, ir para o inferno, para o fogo inextinguível.
44 [Onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga.]
45 Se o seu pé o faz tropeçar, corte-o; pois é melhor você entrar na vida manco do que, tendo os dois pés, ser lançado no inferno.
46 [Onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga.]
47 Se o seu olho o faz tropeçar, arranque-o; pois é melhor você entrar no Reino de Deus com um só olho do que, tendo os dois, ser lançado no inferno,
48 onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga.
49 Porque cada um será salgado com fogo.
50 O sal é bom; mas, se o sal vier a se tornar insípido, como restaurar-lhe o sabor? Tenham sal em vocês mesmos e vivam em paz uns com os outros.
Quais são as coisas que têm nos feito tropeçar? Redes sociais, amizades tóxicas, vícios, comportamentos nocivos, distrações, desvios de caráter?
Jesus nos alerta sobre a seriedade do pecado. Não precisamos realizar ações físicas, como arrancar os olhos, mesmo que eles sejam considerados a “janela da alma” e possam ter visto algo que nos levou a pecar. Arrancá-los literalmente seria doloroso. Mas Jesus está ensinando algo mais profundo: é necessário cortar o mal pela raiz, aquilo que nos afasta da presença de Deus.
As palavras de Jesus são um alerta direto, sério e profundamente transformador sobre a gravidade do pecado. Embora utilize imagens fortes, como cortar a mão ou arrancar o olho, o objetivo não é que façamos isso literalmente, mas que tenhamos uma atitude radical contra tudo o que nos leva a pecar. Ele nos chama a um corte decisivo, pois o pecado tem consequências eternas. Nada que nos afaste de Deus deve ser mantido. O Senhor nos adverte que o pecado, se não for enfrentado e removido, pode nos conduzir ao inferno, um lugar real, onde “o fogo não se apaga”.
Existem situações que poderíamos evitar para não cairmos em tentação. Um perfil no Instagram que desperta gatilhos, um filme, uma leitura, um ambiente, uma companhia… Tudo pode parecer inofensivo, mas pode nos afastar de Deus. Até mesmo o uso do nosso tempo, tantas horas gastas com coisas vãs, enquanto deixamos de buscar a presença do Senhor.
O que temos alimentado todos os dias? O que temos tolerado, que já deveria ter sido retirado há tempos? Pecado após pecado, tropeço após tropeço, e vamos nos acostumando.
Para onde estamos indo?
Estamos caminhando rumo ao inferno, carregando conosco tudo o que nos faz pecar? Ou apenas estamos estagnados, por medo, cansaço ou falta de discernimento sobre o que nos distancia dos caminhos do Senhor?
Essas coisas nos afastam da presença de Deus, entristecem o Espírito Santo e contaminam corpo, mente e espírito, que deveriam estar em paz com o Criador. Deixamos permanecer o que não deveria, e a luz de Deus vai se apagando em nós. Não porque Ele esteja enfraquecendo, mas porque nós permitimos que outras coisas ocupem esse espaço.
Há vícios e pecados que são como um calo. Começam pequenos, quase imperceptíveis. Ignoramos. Mas um dia passam a doer tanto que não conseguimos mais andar. Só então buscamos tratar, curar, remover. Mas por que esperar chegar a esse ponto?
Não precisamos deixar a alma adoecer. Não precisamos pecar mais, tropeçar mais, nos afastar mais, para só então buscar a Deus. O chamado é agora: permanecer n’Ele, e Ele em nós.
“O sal é bom; mas, se o sal vier a se tornar insípido, como restaurar-lhe o sabor? Tenham sal em vocês mesmos e vivam em paz uns com os outros.” (Marcos 9:50)
O sal, neste contexto, simboliza algo mais profundo. Jesus diz que “cada um será salgado com fogo” (v.49), o que pode apontar para o processo de purificação e santificação espiritual. Assim como o sal tem propriedades de conservar e purificar, esse “sal” representa a obra do Espírito Santo em nós: Ele nos corrige, nos transforma, nos santifica.
Não é uma interpretação isolada. Muitos estudiosos associam o fogo à purificação divina e o sal à aliança e à fidelidade. Portanto, viver com “sal em nós mesmos” é viver cheios do Espírito Santo, permitindo que Ele queime o que é impuro e preserve em nós o que é eterno.
O que precisamos cortar hoje para que não tropecemos mais?


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